O Dharma é um espelho que reflete nossas mais profundas verdades interiores. Mostra-nos como podemos nos libertar de nossas próprias ilusões ao revelar profundas camadas de verdade que já existem dentro de nós. Essas são as mesmas verdades que governam o universo. Examinando a mente no espelho dos ensinamentos de Buda, descobriremos que a sabedoria que desperta nela é algo que já conhecíamos. A verdade não é algo alheio a nós.
Esse aprendizado requer que despertemos por nós mesmos. Exige que tomemos muitas pequenas e silenciosas decisões no âmago de nosso ser. Devemos tomar a decisão de mudar, querer mudar, aprender e realmente tentar aplicar os ensinamentos do Buda ao mundo em que vivemos.
O Budismo não deve ser desassociado das pessoas com as quais convivemos, assim como definitivamente não é mais um papel que adotamos com relação a elas.
O Dharma é a verdade. Porém, desconfie sempre. Basta chegarmos à certeza de tê-lo compreendido para que o Dharma uma vez mais nos escape. Isso acontece porque, no momento em que tocamos uma de suas verdades, nós próprios começamos a mudar.
Lembre-se sempre: no processo de aprendizado das verdades que o Buda ensinou, um elemento muito importante é aprender a aprender.
- É muito importante confiar em si próprio durante os estudos. Não se esqueçam, nossas mais profundas percepções da verdade são nossos guias mais importantes.
O Buda foi um professor brilhante que, além de ensinar aos seres sensientes o que aprender, ensinou como aprender.
- Quem não vivencia as verdades do Dharma nem as aplica à própria vida não aprende o Dharma, apenas se informa a respeito dele. As verdades mais elevadas exigem, em última instância, ser vivenciadas. Por milhares de anos, os mestres e praticantes budistas estudaram as verdades ensinadas pelo Buda até conseguirem ter sua experiência direta.
Sempre que aprendemos algo com alguém, precisamos examinar essa mensagem sob a lente da introspecção. Então, se nos parecer verdadeira, devemos internalizá-la e nos apossar dela. Caso contrário busquemos resposta em outro lugar.
- Apoie-se na sabedoria, não no acúmulo de conhecimento. Nem mesmo uma biblioteca repleta de fatos se iguala a uma única percepção clara da verdade que existe por trás deles. Ver a verdade é sabedoria, conhecer a verdade é apenas conhecimento e este nunca libertará ninguém das ilusões. Com a profunda sabedoria da mente interior, podemos ver a vida como ela realmente é.
Ao aprender um fato novo, precisamos também garantir que ele seja absorvido em profundidade. Assim, a sabedoria inerente a todas as formas de vida consciente começará a despertar por si própria.
- Apoie-se no significado das palavras, não nas palavras. As verdades que o Buda traduziu em palavras não estão nas palavras em si; são verdades que transcendem as palavras. Nenhuma construção mental pode ser aceita como "a verdade" e nenhum conjunto de palavras é sacrossanto. Até nossa reverência pelo Buda pode constituir um obstáculo ao crescimento se não compreendermos que o verdadeiro Buda é um estado do ser, e não um símbolo ou história que exista em algum lugar fora de nós. Não é verdadeiro um ensinamento que não possa ser vivido e experimentado. Se formos incapazes de nos esforçar para aprendê-lo, ele de nada serve.
Palavras são como um dedo apontando para a lua e não a lua em sí.
A verdade profunda do Dharma é a mente búdica ou a natureza Búdica . Independentemente de quanto estudarmos, não devemos nunca nos permitir perdê-la de vista. A natureza búdica é a realidade que se encontra dentro de nós e que, ao mesmo tempo, nos transcende completamente. A forma correta de estudar o Dharma é desenvolvendo uma relação com o Buda, tanto aquele que está em nosso interior como aquele que nos transcende.
Quando conseguirmos ver o Buda em tudo, poderemos dizer que realmente compreendemos o Dharma.
- É muito importante confiar em si próprio durante os estudos. Não se esqueçam, nossas mais profundas percepções da verdade são nossos guias mais importantes.
O Buda foi um professor brilhante que, além de ensinar aos seres sensientes o que aprender, ensinou como aprender.
- Quem não vivencia as verdades do Dharma nem as aplica à própria vida não aprende o Dharma, apenas se informa a respeito dele. As verdades mais elevadas exigem, em última instância, ser vivenciadas. Por milhares de anos, os mestres e praticantes budistas estudaram as verdades ensinadas pelo Buda até conseguirem ter sua experiência direta.
Sempre que aprendemos algo com alguém, precisamos examinar essa mensagem sob a lente da introspecção. Então, se nos parecer verdadeira, devemos internalizá-la e nos apossar dela. Caso contrário busquemos resposta em outro lugar.
- Apoie-se na sabedoria, não no acúmulo de conhecimento. Nem mesmo uma biblioteca repleta de fatos se iguala a uma única percepção clara da verdade que existe por trás deles. Ver a verdade é sabedoria, conhecer a verdade é apenas conhecimento e este nunca libertará ninguém das ilusões. Com a profunda sabedoria da mente interior, podemos ver a vida como ela realmente é.
Ao aprender um fato novo, precisamos também garantir que ele seja absorvido em profundidade. Assim, a sabedoria inerente a todas as formas de vida consciente começará a despertar por si própria.
- Apoie-se no significado das palavras, não nas palavras. As verdades que o Buda traduziu em palavras não estão nas palavras em si; são verdades que transcendem as palavras. Nenhuma construção mental pode ser aceita como "a verdade" e nenhum conjunto de palavras é sacrossanto. Até nossa reverência pelo Buda pode constituir um obstáculo ao crescimento se não compreendermos que o verdadeiro Buda é um estado do ser, e não um símbolo ou história que exista em algum lugar fora de nós. Não é verdadeiro um ensinamento que não possa ser vivido e experimentado. Se formos incapazes de nos esforçar para aprendê-lo, ele de nada serve.
Palavras são como um dedo apontando para a lua e não a lua em sí.
A verdade profunda do Dharma é a mente búdica ou a natureza Búdica . Independentemente de quanto estudarmos, não devemos nunca nos permitir perdê-la de vista. A natureza búdica é a realidade que se encontra dentro de nós e que, ao mesmo tempo, nos transcende completamente. A forma correta de estudar o Dharma é desenvolvendo uma relação com o Buda, tanto aquele que está em nosso interior como aquele que nos transcende.
Quando conseguirmos ver o Buda em tudo, poderemos dizer que realmente compreendemos o Dharma.
Não foi possível identificar a autoria do texto publicado
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No livro “O Tratado de Bodhidharma” – título original “Damolun”, traduzido e comentado por Bernard Faure – Éditions Le Mail, 1986; temos em Melanges II página 128:
[56] [Le Dao insaisissable]1
Outra questão: “ O que é o Dao?”
Resposta: “O desejo de produzir um espírito orientado para o Dao suscita hábeis artifícios e conduz ao domínio do mental. O desejo de fazer aparecer o Dao engendra engenhosos estratagemas. Todos os expedientes salvíficos que dependem do mental resultam em fingimento, engano.
Outra questão: “O que entendes por “fingimento”?
Resposta: Quando buscamos nomes através do conhecimento e da compreensão, cem artifícios surgem. Se desejar cortar pela raiz esses fingimentos, abstenham-se de produzir o pensamento do despertar ou de recorrer à sabedoria dos sutras e de seus comentários. Então possuirás o sopro corporal. Se, dispondo de espíritos vitais, absténs de calcular a compreensão, de procurar o Dharma e de apegar-se à sabedoria, obterás um começo de quietude.”
Ele diz ainda:”Evite buscar a compreensão misteriosa, de se tornar um mestre dos homens ou de tomar o Dharma por mestre e, naturalmente, avançarás solitário.”
1 “O Dao inapreensível”. A palavra insaisissable foi traduzida por inapreensível no sentido em que o Dao se afasta voluntariamente, é indomesticável. Quando temos a intenção de alcançá-lo, ele escapa aos nossos sentidos, sendo transitivo.
Tradução - Monja Gyoku En
